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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Começou

Finalmente a bola rolou na Copa do Mundo da África do Sul. O espetáculo do futebol começo.
Para o corneteiro que esperava o time da casa tomando chocolate durante todo o campeonato e nem sequer teria chance de chegar à segunda fase, uma surpresa na partida inicial.
Os bafana bafanas seguraram o México no primeiro tempo e, na volta do intervalo, partiram para cima dos "guerreiros astecas".
O empate por 1 a 1 deixa as equipes ainda com chances de chegarem à próxima fase, mas o trabalho será complicado. Terão que chegar ao menos a 5 pontos para ainda sonharem com a segunda vaga.
O que mais valeu foi a festa feita pela torcida. Que coisa linda!!! Parabéns ao povo sul-africano

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Quem vai assistir a Copa?

Diante de toda a desconfiança da mídia e da população mundial, a África do Sul irá sediar uma Copa do Mundo de futebol. Muitos acreditam que o país não seja capaz de suportar um evento de tal porte, porém não há dúvidas de que a África se preparou com infra-estrutura de brilhar os olhos dos mais céticos.
Mais de oito bilhões de dólares foram gastos com construções de estádios e melhorias no transporte. O grande problema, que não tem como se disfarçar ou contornar, é a baixa renda da população. Muitos ali não têm saneamento básico em suas casas e vivem em um nível de pobreza elevado. 
Na Copa das Confederações, que também foi disputada em território africano, pôde-se notar que os estádios não lotavam, dando indícios de que a população não podia se dar ao luxo de ver um jogo com um ingresso tão caro.
Sérgio Bruno Trivelato, integrante do Grupo de Estudos em comunicação esportiva e futebol, o GECEF, da UNESP de Bauru, chegou a planejar sua viagem para a África, mas se assustou com os preços elevados.
Ele também ressaltou que a próxima copa será aqui no Brasil, e a desse ano deve servir de exemplo: “Nós temos que pensar o que irá acontecer com a gente depois, porque a próxima copa é a nossa. Será que na Copa de agora, não haverá a influência do estado na compra dos ingressos da FIFA e posterior distribuição para a população? A população local irá participar da copa com ingressos cedidos. A FIFA não vai gostar nada de ver estádios vazios.”
Pelo blog do correspondente da Globo na África do Sul, Renato Ribeiro, pode-se observar que a população está esperançosa pela Copa. Ele escreve: “O futebol, durante um mês, vai fazer o que séculos não conseguiram – botar a África no centro do mundo.” Em uma enquete, a maioria apoiou a Copa do Mundo na África. E você, o que acha?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Metendo a mão no bolso



Orçamento salta de 430 milhões para mais de 2,6 bilhões de euros

* Publicado no Jornal Extra! da Unesp/Bauru

Se há um fator que supera as expectativas em relação à Copa da África do Sul é o custo das obras. No lançamento da candidatura, o Comitê Organizador havia previsto gastos totais em torno 430 milhões de euros. Orçamento publicado em julho de 2009, mais próximo às necessidades de ações em infra-estrutura, transporte público, tecnologia da informação e segurança, beirava os 2,6 milhões de euros.
Segundo Fábio Kadow, do Portal Terra, a projeção inicial era muito baixa: “Se aqui a média dos projetos para os estádios, fora todo o gasto com infra-estrutura, segurança e transporte, é de R$500 milhões por arena, e sabemos que pode e deve aumentar, fica claro ser impossível fazer uma Copa com 430 milhões de euros”.
O argumento adotado pelos organizadores para a diferença orçamentária é o aumento dos custos nos materiais de infra-estrutura, na crise econômica e no acréscimo da remuneração aos funcionários, devido à seguidas greves.
Dos 10 estádios que receberão jogos na Copa, cinco estão sendo reformados. A opção por reformas em estádios antigos sofre críticas. Na opinião de Kadow, o que fazem os dirigentes são apenas ações pontuais: “Ficam colocando band-aids em buraco de bazuca, gastando em ações paliativas, apenas para momentos específicos, como no caso do Pan-07. A reforma pode ser uma solução, desde que, depois de uma análise, seja bem executada”.
Apesar de todo o gasto até os dias de hoje, segundo a jornalista brasileira Marta Reis, residente em Johanesburgo, o transporte público da cidade que vai receber 20% dos jogos da Copa permanece caótico: “A cidade mal tem linhas de ônibus. Metrô então, nem pensar”.
O Mundial na África do Sul tem tudo para ser marcante, mas os gastos podem fazer com que o povo local se lembre da Copa ainda por mais tempo, pagando a conta deixada pelo evento. Cabe ao Brasil aprender com os erros e não repeti-los em 2014.