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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ele pode?

A noite desta quinta-feira marcou a primeira vitória de Sérgio Baresi no comando do São Paulo, mesmo que de forma interina, como não cansam de falar os cardeais do Morumbi. Mas o fato que saiu do script foi a interferência de Rogério Ceni, o grande capitão, nas mexidas do time.
Para quem ainda não sabe, RC ordenou a entrada de Cléber Santana no final da partida. É isso mesmo. Rogério mandou CS entrar no time, não foi o técnico Baresi. Um ato claro em que o capitão passou por cima do treinador.
Rogério tem mais moral que o presidente no Morumbi. Fazer uma SACANAGEM dessa com uma pessoa que, pelo menos até se prove em contrário, tem bom relacionamento com o ídolo maior do clube, trabalha direito nas categorias de base e se esforça a cada dia para melhorar o time de chinelinhos do SP é coisa de moleque mimado.
Se Rogério está insatisfeito com seus companheiros de elenco, uns que estão fazendo corpo mole e outros que estão na balada paulistana, não deve descontar em cima de um treinador que está começando na carreira.
O capitão tem muita moral, mas mandou muito mal nesse episódio.
O que o amigo corneteiro achou da atitude de Rogério Ceni?

domingo, 11 de abril de 2010

E agora Capitão?


Caro amigo corneteiro, pense em um goleiro “multicampeão”. Que tenha no currículo títulos como Libertadores, Mundial Interclubes, Campeonato Brasileiro, Campeonato Paulista e Copa do Mundo, e que não se destaque só por isso, que tenha também a particularidade de fazer gols em cobranças de faltas e pênaltis. Apresento-lhe Rogério Ceni. Venerado como um “Deus” por sua torcida, odiado como um “Diabo” pelas demais. A identificação tornou o goleiro o principal símbolo do São Paulo F.C., tido como jogador exemplo, que ostenta até mesmo a pretensão de ser um futuro presidente do clube. Já são 20 anos como atleta do tricolor, e todos esses fatores e características fazem crer aos rivais um “ar de superioridade”, certa prepotência por parte de Rogério, fazendo de cada partida um duelo particular entre ele e os adversários, e pasme, parece fazer muito bem ao ego do goleiro.
Mas errar é humano e não faz parte do contexto dos deuses. E em 2010, Rogério se mostra um reles mortal. Não fiquem bravos amigos tricolores, ele ainda pode dar orgulho a vocês já que sua carreira ainda não se encerrou. Porém, pelo Campeonato Paulista, seu destaque maior vêm sendo as falhas embaixo das traves, onde para mim, ele nunca foi acima da média. Levando em consideração os clássicos, considero haver uma falha por partida. No duelo contra o Santos, sofre um gol de pênalti com paradinha do garoto Neymar (não foi uma falha, mas levou os santistas à loucura), e no fim do jogo sofre um gol de letra do estreante Robinho dentro da pequena área. Contra o Palmeiras, falha no gol de Robert, em bola alçada, Rogério se “assusta” e vira-se contra o atacante e a bola. Contra o Corinthians, comete falha bisonha em cobrança de falta de Roberto Carlos. Por ultimo, no gol de Durval válido pelo primeiro jogo das semifinais do Paulistão, falha em saída de bola cruzada à área nos minutos finais do jogo, e decreta a derrota para o Santos.
Seria essa a queda de um gigante? O momento de parar? Ou uma mera fase ruim?